Dep. Paulo Teixeira pede mudanças no Senado

{ Posted on 11:58 by Ganja Man }
No dia 28, o deputado Paulo Teixeira foi ao senado apresentar , de maneira formal , sua proposta para mudança da lei 11.343.No discurso , falou sobre a política de repressão , como tratar , consumo próprio , plantio , etc.
O deputado está fazendo sua parte.E nós?
Segue o vídeo.



Componentes da Cannabis podem frear câncer de próstata, segundo pesquisa

{ Posted on 15:56 by Ganja Man }

Madri, 19 ago (EFE).- Um grupo de pesquisadores da Universidade de Alcalá de Henares, em Madri, descobriu que os componentes químicos da folha de maconha podem deter o crescimento de células cancerígenas na próstata.

A pesquisa, desenvolvida pela professora de Bioquímica e Biologia Molecular Inés Díaz-Laviada e outros pesquisadores da instituição, foi publicada na última edição da revista científica "British Journal of Cancer".

Segundo os cientistas, os efeitos dos componentes químicos da Cannabis, denominados cannabinoides, podem atuar contra o câncer de próstata bloqueando a multiplicação das células cancerígenas.

Inés explica que estes componentes químicos "podem deter a divisão e o crescimento das células de câncer de próstata e poderiam se transformar no alvo de novas pesquisas com eventuais medicamentos para o tratamento dos tumores na próstata".

O trabalho de sua equipe se baseou em dois tipos de cannabinoides - o Methanandamide e o JWH-015 -, que foram aplicados juntos e separadamente sobre as células cancerígenas.

No artigo, a diretora de informação de câncer da organização "Cancer Research UK", Lesley Walker, adverte aos pacientes sobre os malefícios de fumar maconha, mas afirma que a pesquisa é "muito interessante".

"Abre uma nova via para explorar potenciais funções de drogas em um estágio muito cedo do câncer de próstata, mas não demonstra que os homens possam lutar contra o câncer de próstata fumando maconha", afirma Walker.

A especialista acrescenta que é necessário fazer pesquisas adicionais para explorar o potencial dos cannabinoides nos tratamentos. EFE



Fonte: g1.com.br

Cine Ganja #3 - The Union

{ Posted on 18:52 by Ganja Man }
{ Posted on 18:51 by Ganja Man }

Seminário na Câmara dos Deputados debaterá drogas e redução de danos

Semana que vem, o deputado Federal Paulo Teixeira (PT/SP), principal voz no Congresso em prol do debate por mudanças na legislação sobre drogas brasileira, promove um seminário sobre redução de danos, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Os evento ocorrerá nos dias 21 e 28 e certamente será um bom ensaio para o discurso oficial do deputado, marcado para o dia 28 no plenário da Câmara, no qual ele defenderá oficialmente a proposta de alteração na lei 11343/06. Entre as mudanças que serão sugeridas, está a descriminalização definitiva do porte de maconha e a regulamentação do plantio para uso pessoal.

Leia abaixo, extraído do blog do deputado, mais detalhes sobre o seminário, com a programação. Se você mora em Brasília, não deixe de comparecer.

Seminário na Câmara debaterá legislação e políticas públicas para redução de danos no consumo de drogas

Com o objetivo de debater experiências e legislações do Brasil e de outros países relacionadas às políticas de enfrentamento e redução de vulnerabilidades e danos no consumo de drogas, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) irá realizar seminário sobre o tema, nos dias 20 e 21 de outubro, na Câmara dos Deputados.

A iniciativa é do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), autor do requerimento que propõe o seminário na CDHM e articulador dos demais órgãos que participam da organização do evento: a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), ambas vinculadas à da Presidência da República; os departamentos de DST/AIDS e de Saúde Mental do Ministério da Saúde; a Secretaria de Assuntos Legialativos do Ministério da Justiça, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crime (UNODC).

Junto a inúmeros especialistas, pesquisadores, gestores e militantes de movimentos sociais organizados e envolvidas com o tema, participarão do seminário os convidados internacionais Benedikt Fischer, professor da Universidade de Toronto (Canadá), e Pablo Cymerman, da ONG Intercambios (Argentina).

O seminário contemplará quatro mesas, abordando várias dimensões do tema com ênfase nas drogas ilícitas, na estratégia de redução de danos, na revisão das leis – e das concepções nas quais se baseiam os legisladores – e também nas novas estratégias empregadas no campo da saúde.

Para Paulo Teixeira, a violência associada ao comércio de drogas provoca danos sociais, econômicos e políticos ainda maiores que o próprio consumo da droga. “Precisamos abrir caminhos para superar o atual estágio da violência relacionada ao tema e diminuir os danos associados ao uso da drogas”, declarou o parlamentar.

O seminário terá início no dia 20 (terça-feira), a partir das 16h, no Plenário 9 do Anexo 2 da Câmara dos Deputados. No dia 21, as mesas da manhã ocorrerão no Auditório Freitas Nobre, no subsolo do Anexo 4. Pela tarde, os debates retornam ao Plenário 9 do Anexo 2.



fonte: sobredrogas (o globo)

Debate Sobre a Legalização da Maconha no Brasil

{ Posted on 14:39 by Ganja Man }
Nesse dia no programa da Tv Camara, Expressão Nacional, o deputado do PSOL do rio Chico Alencar, o Sociologo e organizador da Marcha da Maconha no Brasil Renato Cinco, o deputado do PMDB do Destrito Federal Laerte Bessa e Walter Xavier, Advogado e Presidente dos Magistrados do Destrito Federal, debatem a respeito da legalização e descriminalização da maconha no Brasil. Assita todas as 8 partes e tire suas próprias conclusões a respeito do assunto. E visite ao blog do organizador da marcha da maconha onde divulga informações sobre movimentos sociais e a realidade brasileira voltada para a questão do trafico e da legalização em geral. Comentem, exponha suas opniões que futuramente postaremos.

Parte I



II - http://www.youtube.com/watch?v=19sqbvpvNis
III - http://www.youtube.com/watch?v=v5yTCdt0U8E
IV - http://www.youtube.com/watch?v=emTc1t-FN-Y
V - http://www.youtube.com/watch?v=hd8Rw8v7X4k
VI - http://www.youtube.com/watch?v=0qQAdlv6RLo
VII - http://www.youtube.com/watch?v=6h0hMgKnHzQ
VIII - http://www.youtube.com/watch?v=C-1DXJRIfFs

Repressão às drogas está na origem do narcotráfico, dizem pesquisadores

{ Posted on 15:10 by Ganja Man }
Foi ao longo do século XX que os Estados Unidos assumiram a dianteira da cruzada antidrogas, impondo aos demais países na Europa e na América convenções que dariam origem à chamada guerra às drogas. Para especialistas, esta política do “proibicionismo” está na origem do comércio ilegal destas substâncias, mais tarde chamado de narcotráfico.
“O que é chamado hoje de tráfico clandestino de drogas é decorrência da proibição. Proíba-se o tabaco ou chocolate, e haverá tráfico de tabaco e de chocolate”, afirma o historiador pela USP Henrique Carneiro, pesquisador de História da Alimentação, das Bebidas e das Drogas. Para ele, o narcotráfico é “um subproduto da proibição, que aumentou a renda desse fluxo comercial ao torná-lo proibido”.
“A lógica é simples: tem gente desejando um produto. À medida que se proíbe, se alimenta esse mercado [ilícito]. O cigarro, por exemplo, é uma droga legal, mas, na Europa, em que os impostos são muito altos para desestimular o hábito de fumar, há um mercado ilícito. Esse tipo de mercado está sempre relacionado a graus de controle”, diz o pesquisador do Núcleo de de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (Neip), Thiago Rodrigues, autor de “Narcotráfico – uma guerra na guerra” (Ed. Desatino).
No livro, o autor relaciona algumas das leis e convenções que limitaram o acesso a estas substâncias até a posterior proibição. Um dos primeiros, o Food and Drug Act americano (Lei Federal sobre Alimentos e Drogas), de 1906, ainda não instituía a proibição, mas regulamentava a produção e venda, inaugurando a intervenção governamental no tema. Com a aprovação nos EUA da Lei Seca, em 1919, segundo o autor, brotariam as organizações ilegais que se dedicariam a suprir o mercado ilícito de álcool, como as máfias. “A revogação da Lei Seca, em 1933, não significou um retrocesso nas políticas repressoras do governo. Ao contrário, a relegalização do álcool foi acompanhada pelo endurecimento das medidas legais sobre psicoativos já proibidos, como a cocaína, e outros que não sofriam restrições diretas, como a maconha”, escreve no livro.Mas foi a convenção internacional realizada pela Organização das Nações Unidas em 1961 que estabeleceu as regras que pautariam as políticas sobre drogas em vários países. O critério era proibir drogas que não tinha uso médico. As substâncias que não foram consideradas como de uso médico passaram, a partir de então, a ter seu uso proibido ou submetido a controle. “A partir daí, países que foram assinando, incluindo o Brasil, passaram a se organizar a partir deste tratado internacional. Depois, a Convenção de Viena em 1988 deu as bases para o regime legal das drogas. Esta convenção foi renovada em março, em Viena, e mantém as listas e substâncias que são totalmente banidas continuam sendo alvo da guerra às drogas”, disse. A chamada “guerra às drogas” foi declarada pelo então presidente dos EUA Richard Nixon em 1972, fortalecendo assim a deflagração explícita de combate ao tráfico, com operações internacionais de alcance cada vez maior.


Brasil
A guerra norte-americana ao tráfico assume características ainda mais rigorosas com a queda do Muro de Berlim, em 1989. O vácuo deixado pelo fim do perigo comunista foi gradativamente ocupado pela ameaça do narcotráfico.
Sob a influência dos EUA, a política de repressão brasileira passou a mandar para a mesma prisão guerrilheiros de esquerda e também seqüestradores ou assaltantes sem qualquer vínculo político. Segundo Rodrigues, foi neste contexto que surgiu a Falange Vermelha, mais tarde rebatizada de Comando Vermelho (uma referência aos companheiros de cela marxistas), uma das primeiras organizações a se estruturar como empresa do tráfico no Rio de Janeiro. A esta altura, o país já despontava não mais como corredor para o tráfico internacional de drogas, mas como um grande mercado produtor e consumidor. Tendência esta que se repetiu nos demais países latino-americanos, que eram até então considerados de passagem, segundo o pesquisador do Neip. “O Brasil, além de mercado importante, tem uma expressividade na produção de algumas drogas. Parte da maconha consumida no Brasil é produto brasileiro, principalmente vinda do chamado polígono da maconha, e também de outras substâncias, principalmente sintéticas, que podem ser produzidas num ambiente urbano, não são um agrobusiness”, diz Thiago Rodrigues.

Descriminalização x legalização
O surgimento de organizações como a Comissão Latino-Americana sobre Drogars e Democracia, que reúne entre seus membros ex-presidentes de países latinos, e revisões nas leis antidrogas de vários países, como Colômbia, Argentina e México apontam para um esgotamento da guerra às drogas.
Para o historiador Henrique Carneiro, no entanto, as medidas adotadas até agora são ainda “paliativas”. “Elas limitam o processo de criminalização aos meros consumidores, mas continuam deixando o problema do abastecimento irresolvido. A atitude que acho que seria mais coerente seria a legalização de todas as substancias, com formas diferenciadas de acesso.” Na opinião de Thiago Rodrigues, a discussão atual sobre o combate ao comércio ilegal de drogas deve passar por um reconhecimento da associação entre repressão e narcotráfico. “A partir daí, vão se derrubar preconceitos, idéias fixas a respeito disso, verdades construídas ao longo das ultimas décadas, que impedem que as pessoas pensem sem muitas amarras a respeito do tema. Se não houver essa disponibilidade, a gente vai continuar tendo facções criminosas e balas perdidas.”

fonte: http://g1.com.br

FHC defende fim de penalização por consumo de drogas

{ Posted on 11:39 by Ganja Man }
É preciso admitir que a guerra contra as drogas fracassou e que as consequências "indesejadas" dessa luta foram desastrosas na América Latina. Por isso, continuar com esse combate é ridículo, afirma o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em artigo publicado hoje(06/09/09) pelo jornal dominical britânico The Observer. Segundo FHC, é preciso haver um sério debate que leve à adoção de estratégias mais humanas e eficazes para lidar com o problema global das drogas.
Citando a Comissão Latino-americana para Drogas e Democracia, da qual é membro, FHC afirma que já é reconhecida a necessidade de uma mudança de paradigma que substitua a repressão aos usuários de drogas por estratégias de tratamento e prevenção. "O desafio é reduzir drasticamente o prejuízo causado às pessoas, sociedades e instituições públicas pelos narcóticos ilegais." Esse processo, diz o ex-presidente brasileiro, já teve início na Argentina e no México, cujo Congresso aprovou uma lei que remove a penalização criminal para a posse de pequenas quantidades de drogas para consumo pessoal e imediato. Ele também cita a Colômbia, primeiro país a adotar essa medida, em 1994, e a liberalização da legislação sobre drogas na Bolívia e Equador. "A mudança também é iminente no Brasil", onde a ambiguidade atual na lei efetivamente abre oportunidades para corrupção e extorsão na polícia, afirma FHC. "Os parlamentares brasileiros estão perto de discutirem uma nova lei para abolir a penalização para o consumo de pequenas quantidades de maconha", acrescenta.
Mas ainda há um longo caminho pela frente, diz ele, embora o avanço na descriminalização do porte de drogas permita um paradigma de saúde pública e rompa o silêncio sobre o problema das drogas. "Isso permite que as pessoas pensem em termos de abordar o abuso de drogas de uma forma que não seja antes de tudo uma questão para o sistema de justiça criminal. Reduzir o prejuízo causado pelas drogas passa pela redução do consumo", defende Fernando Henrique no artigo. Para ele, nenhum país desenvolveu uma solução abrangente para o desafio do abuso de drogas, e uma solução não precisa ser uma escolha rígida entre a proibição e a legalização. "Abordagens alternativas estão sendo testadas e devem ser cuidadosamente revisadas, mas está claro que o avanço envolverá uma estratégia que alcance, paciente e persistentemente, os usuários", afirma.

fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1294515-5598,00-FHC+DEFENDE+FIM+DE+PENALIZACAO+POR+CONSUMO+DE+DROGAS.html